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Dinamização da Cultura, da Educação e da Sociedade

A cidade de Lordelo

As origens de Lordelo remontam à Idade Média, época em que existiu um Mosteiro de Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, fundado provavelmente no século XII. Desse Mosteiro apenas nos resta hoje esta designação toponímica, que assim designa um dos principais lugares desta freguesia. Nela também existiu a Casa-Torre dos Alcoforados (século XII-XIII), uma habitação de uma família nobre, de que hoje apenas resta a antiga torre altaneira.

O território que, atualmente, compõe a freguesia de Lordelo espalhava-se outrora por dois antigos concelhos: o de Lordelo, localizado na margem esquerda do rio Ferreira, que fazia parte do extinto concelho de Aguiar de Sousa, e o de Castanheira localizada na margem direita do rio, e pertencente ao concelho de Refojos (a quem D. Dinis e D. Manuel deram foral).

Com o Liberalismo há uma nova divisão administrativa do território português e Lordelo aparece-nos em 1939 na comarca de Penafiel, depois na de Paços de Ferreira e em 1878 na de Paredes.

A nível económico, a freguesia tinha características agrícolas, pois era rica em milho, linho e vinho verde, produções específicas desta zona do país. Desta época antiga restam ainda algumas casas rurais.

Por volta do século XIX, a vila de Lordelo começou a ser conhecida nas povoações vizinhas, pela indústria da moagem de milho e da serragem de madeira em engenhos hidráulicos, aproveitando a força motriz do rio Ferreira, afluente do Sousa. Isto leva a um desenvolvimento da indústria de marcenaria cujo principal produto eram as cadeiras executadas em madeira de pinho, sem qualquer acabamento, que na época eram transportadas até ao comboio por mulheres, à cabeça, em grandes molhos, e que tinham como destino o Porto, onde eram vendidas nas feiras.

Com a fixação de brasileiros de «torna-viagem» – nome popularmente dado aos portugueses que emigraram para o Brasil e por lá enriqueceram –, veio muito capital para investir, novos conhecimentos e gostos modernos, que remodelaram a incipiente manufatura de cadeiras, implantando-se a indústria de mobiliário. Foram eles que fundaram, em 1933, a Cooperativa de Eletrificação A LORD, com o objetivo de eletrificarem e desenvolverem as suas empresas de mobiliário e iluminarem as suas casas. Mas também contribuíram para o desenvolvimento social da localidade com a criação de uma escola, depois designada «Castro Araújo», remodelaram e reedificaram a velha igreja e socorreram os mais necessitados. Construíram também imponentes palacetes, trouxeram automóveis próprios e a moda parisiense que chegou também a Lordelo.

Foi com estes brasileiros que a indústria de mobiliário se implantou, tendo atingido o seu maior desenvolvimento na segunda metade do século XX, o que levou a que fosse elevada a cidade em 26 de agosto de 2003.

Lordelo era outrora uma povoação profundamente marcada pelo curso do rio Ferreira, que a atravessava, e que muito contribuiu para o seu desenvolvimento económico. Foi depois cortada pela Estrada Nacional 209, e hoje, poucos quilómetros a Norte, passa a autoestrada A 42, que lhe abre novas perspetivas para o futuro.

Mas apesar de fortemente industrializada, esta freguesia possui ainda recantos naturais de grande beleza, que levam os lordelenses a apreciar e a amar a sua terra.

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