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Dinamização da Cultura, da Educação e da Sociedade

DANÇAS CLÁSSICAS E LATINO-AMERICANAS

O cartaz anunciava:

“Dia 22 de fevereiro, pelas 21h30, no Auditório da Fundação A LORD, DANÇAS CLÁSSICAS E LATINO-AMERICANAS, pelo Clube de Dança de Salão do Porto.”

Apesar dos três dias anteriores, 20, 21 e 22, terem sido completamente cheios e desgastantes nas Correntes D’Escrita da Póvoa de Varzim e ser ainda um sábado à noite anunciando frio e chuva, não podia perder este magnífico espetáculo que se adivinhava.

Em A LORD, sempre tudo vale a pena! Sempre nos brinda com variadas e apelativas obras de arte e cultura, nos acena com os mais belos espetáculos de excelente organização, com um leque de profissionais que não deixam os créditos por mãos alheias. Assim, acabada de chegar da Póvoa de Varzim, só tive tempo de pegar no carro e deslocar-me até Lordelo, ao Auditório da Fundação.

Eram 21.30h. Muita gente! Olhares curiosos e expectantes! Grupos de amigas dialogando! No meio do público variado, avistei uma colega do Porto! Que sim. Já costumava vir e, desde que soube destes maravilhosos acontecimentos culturais, verdadeiras celebrações de arte, tão escassos num país de obscurantismo, não os queria perder. Anunciei que em breve, no mesmo Auditório, seria também exibido não um, mas dois acontecimentos artísticos, numa mistura de duas expressões de arte: a música de cavaquinhos e a apresentação do meu livro, O RATINHO, O MILHO E A FLOR DO VENTO.

Entrámos. E logo depois um florilégio de sons de músicas latino-americanas nos invadiu os sentidos, transportando-nos a uma juventude dos anos sessenta, em que, bailando, amando, sonhando, nos perdíamos nos sons latinos, românticos, nos sonhos por abrir, no sono desperto sem cansaço, em que sempre e em tudo a vida florescia. Enquanto as melodias de sempre se expandiam no ar, perfumando a plateia, deslizavam pelo palco as doces e sorridentes bailarinas, crianças e adolescentes, em ritmos de som e cor como por magia, como se fossem anjos e tivessem asas nos pés. Foi lindo! Muito belo! Uma a uma, ou aos pares, as danças sucediam-se num ritmo brilhante e colorido, como se vividas e enamoradas pelos pequenos-grandes bailarinos que as executavam. A cor, o som, a melodia, o brilho, a luz extasiavam os espetadores que freneticamente aplaudiam sem cessar. Descrever mais, é impossível, porque as palavras nem sempre são capazes de ter força bastante para descrever estes verdadeiros momentos de magia e encantamento. Ficamos pelos silêncios, pelas reticências, pelo deslumbramento, a aplaudir, a cantar baixinho com o coração, a pedir que venham mais coisas belas que sejam bálsamos e tenham o condão de fazer os homens felizes.

Obrigada à Fundação A LORD. Parabéns à programação, organização e escolha dos eventos, atraindo assim todos os grupos etários, proporcionando momentos de rara beleza. A vida é isto, feita de pequenas belezas que sabe bem saborear. Parabéns ao Clube de Dança de Salão do Porto pela escolha dos temas e pela coreografia. Continuem! A magia de distribuir arte, som, dança ritmo, música, poesia e encantamento, aqueceu a noite com a luz e a cintilação de dez estrelas maiores. Algumas vezes, quase deixei cair duas lágrimas de saudade.

As amigas, atrás, comentavam alegremente o espetáculo. Ninguém ficou indiferente ao belo, ao calor humano, à graciosidade dos olhares, dos gestos, dos rodopios ritmados de sons e cores. À magia das crianças que tão bem executavam os passos de dança! Apeteceu-me ir para a pista deslizar com elas, rodopiar ao som dos meus tempos de menina… Prouvera Deus que estas crianças sejam felizes como eu fui, ontem e hoje, a revivê-las. Porque afinal é o sonho que comanda a vida e “a saudade é o amor que fica”.

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