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Dinamização da Cultura, da Educação e da Sociedade

ABERTURA DE EXPOSIÇÃO E ESPETÁCULO | 2 FEV.

Datas: 02/02/2013 |Hora: 21:00 Localização: Auditório Fundação A LORD, Lordelo - Paredes

Cartaz 2-02-2013

 

MÁSCARAS RITUAIS DO NORDESTE TRANSMONTANO

O ciclo festivo do Inverno no Nordeste Transmontano inicia-se no último dia de Outubro para encerrar no período do Carnaval. Contudo, dentro deste ciclo, destacam-se dois períodos essenciais: o ‘ciclo dos doze dias’, compreendido entre o Natal e a Epifania, durante o qual ocorrem as festas dos rapazes, coincidindo com o Natal, Santo Estêvão, Ano Novo e Reis; o segundo é o Carnaval, de sábado à Quarta-feira de Cinzas.

Os ritos solsticiais

O povo celta atribuía grande simbolismo aos solstícios, tal como os romanos que celebravam proficuamente o ciclo invernal: as Saturnais, desde 17 de dezembro, dedicadas a Saturno, o divino agricultor, o deus da abundância, e as Juvenalia, a 24 de dezembro, festas licenciosas protagonizadas pelos jovens. Mutatis mutandis, serão as atuais festas dos rapazes. As celebrações do Ano Novo e dos Reis poderão ser enquadradas nas festas romanas das Calendas de Janeiro, em honra de Baco, deus do vinho, que também presidia à plantação e à frutificação.

Pelo grande protagonismo que os jovens detêm nos atuais festejos de inverno, os ritos de pas­sagem estarão na génese de todo o atual contexto festivo.

Associados às festas agrárias do solstício de inverno estão naturalmente os ritos da fertilidade que ainda hoje podemos constatar. Os adereços de várias personagens ostentam ícones rela­cionados com o antigo culto da fertilidade: as varas das oferendas, os ramos adornados com pão em forma de estrela, o sol, e de animais domésticos; as próprias máscaras zoomórficas; o ato de “chocalhar” as mulheres executado pelos mascarados, como se pretendessem fecundá-las; o princípio iniciático das festas dos rapazes que se mascaram e executam ritos de passagem da adolescência à idade adulta e, portanto, à sexualidade; os atos representativos da vida da comunidade…

A categoria das funções purificadoras e profilácticas dos mascarados manifesta-se na crítica social dos factos reprováveis ocorridos nas suas comunidades. O seu papel aqui é o de profeta que levanta a voz perante todo o povo e aponta o dedo àqueles que, pelos seus atos, se desviaram dos valores instituídos na sociedade.

A luta dos opostos, das forças do bem e do mal, é outra faceta a considerar nas rituais funções dos mascarados. São personagens que se confrontam, sendo uns conotados com o bem e outros com o mal. Em nome da boa marcha da comunidade, simbolizada no triunfo da personagem benéfica, o bem há de sair sempre vencedor; caso contrário, o ritual seria em vão; ele celebra-se sempre em benefício das comunidades. Desta forma se expulsam os males, pelo período de um ciclo anual porque, tal como a hidra de sete cabeças, há de voltar; novo ritual haverá que cumprir para o vencer e assim se fundamenta a tradição.

O Carnaval

No segundo momento, celebram-se os festejos de Carnaval.

Podence celebra um dos carnavais mais conhecidos em Portugal pela sua autenticidade. Os protagonistas são os rapazes que, pela magia da máscara, se metamorfoseiam em “caretos”.

As correrias constantes destas dezenas de “caretos” pelas ruas, durante o Domingo e Terça-feira de Carnaval, constituem o seu ritual característico. Usam um volumoso molho de chocalhos à cinta para com eles “chocalhar” as mulheres, isto é, golpeá-las com certa violência (hoje, simbólica). Este gesto erótico representava na Antiguidade a pretensa fecundação das mulheres.

A Quarta-feira de Cinzas (o dia seguinte ao Carnaval) é o tempo propício aos rituais próprios da entrada na Quaresma: um tempo de penitência que se justifica pelos excessos cometidos nas folias que o antecederam, desde Sábado até à Terça-feira.

Por isso, em Vinhais, na manhã desse dia, uma multidão de “diabos”, acolitando a Morte, inva­dem as ruas da vila. Atuando em grupos, com a Morte a protagonizar os ritos, vão atacando em todas as frentes, chicoteando as moças (seu alvo preferido) que procuram refugiar-se onde po­dem. Eles perseguem-nas também onde quer que estejam. Logrando “caçá-las”, sob as panca­das dos seus chicotes, levam-nas “à pedra”, isto é, ao local de penitência. Aqui, na presença da sacerdotisa Morte e, rodeadas por numerosa turba de diabos, são obrigadas a rezar uma oração tradicionalmente estipulada.

As mascaradas do Nordeste Transmontano são ritos ancestrais carregados do mais profundo esoterismo. Resistiram à passagem do tempo e à influência dos diferentes povos que as foram enriquecendo com novos rituais. Certo é que se conservam bem vigentes, como elementos identitários da cultura dos povos que os preservam e sentem. Ritos imprescindíveis à boa marcha da comunidade.

A. Pinelo Tiza

Presidente da Direção da Academia Ibérica da Máscara

 

ESPETÁCULO MÚSICA POPULAR BRASILEIRA | FADO DE LISBOA | TUNA FEMININA

Grupo de Música Popular Brasileira

O Grupo de Música Popular Brasileira é um dos mais recentes grupos artísticos do OUP, tendo subido a palco pela primeira vez no Sarau Anual de 2001. Desde então atuou diversas vezes, sempre integrado no espetáculo do Orfeão.

O seu reportório baseia-se nos sons do samba, do pagode e do choro, versando músicas de verdadeiras lendas da MPB como Cartola, Pixinguinha entre outros.

Transporta para o espetáculo do OUP a pura sonoridade brasileira: a cuíca, o cavaco brasileiro, o violão, o surdo, o tamborim…

Grupo de Fado de Lisboa

O Grupo de Fado de Lisboa do Orfeão Universitário do Porto (GFLOUP) teve a sua origem no início da década de 90 do século XX. O Orfeão Universitário do Porto, sendo uma associação académica que prima pela divulgação e preservação da cultura portuguesa, sentiu a necessidade de interpretar a expressão musical lusitana mais difundida no Mundo. Foram várias as gerações de elementos do GFLOUP que desenvolveram o gosto pelo Fado de Lisboa, pelos seus marcantes poemas, melodias, pela guitarra portuguesa e pelo acompanhamento à viola, sons inconfundíveis e genuinamente portugueses.

O Grupo de Fado de Lisboa do OUP ganhou grande projeção e recebeu grande aceitação por parte do público, de uma forma transversal, tanto no nosso país como além-fronteiras. Perde-se a conta às atuações dadas por este Grupo. Em Portuga, incluem-se atuações em palcos mais populares e tradicionais, como restaurantes, tabernas e jantares privados (formais e informais), nas caves de vinho do Porto, noites de fados em diversos pontos do país, atuações em grandes salas de espetáculos de Portugal, apresentações televisivas, conferências e eventos internacionais, acolhimento a comitivas estrangeiras, representando a Universidade do Porto e a própria cidade, entre muitas outras. No estrangeiro, a convite de embaixadas, consulados e outras entidades, o GFLOUP já se apresentou um pouco por toda a Europa, África, América e Ásia. O “passaporte” do Grupo contempla países como Brasil, Argentina, Estados Unidos da América, Cabo Verde, África do Sul, Angola, Líbia, Espanha, França, Holanda, Grécia, Tailândia e Macau. O reportório do Grupo de Fado de Lisboa OUP procura abranger um pouco de toda a vasta e rica História do estilo de música originário na capital portuguesa – desde os fados tradicionais, populares e emblemáticos, aos mais recentes, interpretam-se fados celebrizados por Maria Severa, Amália, Alfredo Marceneiro, Fernando Maurício, Hermínia Silva, Carlos do Carmo, Camané, Mariza, Carminho, Ana Moura, entre muitos outros. Cantar Fado é cantar Portugal, é cantar a pessoa feita canção, é cantar o povo feito pátria, uma canção atualmente partilhada por todas as classes, que retrata as emoções como a saudade, o amor, a alegria, a tristeza, a revolta, o sentimento de liberdade e outros temas da vida da sociedade. Cantando Fado cantam-se poetas como Luís de Camões, Fernando Pessoa, Alexandre O’Neill, Ary dos Santos, Pedro Homem de Melo, José Régio, David Mourão- Ferreira, Sophia de Mello Breyner Andresen, Miguel Torga, Manuel Alegre, entre muitos outros dos poetas mais inspirados da História da própria Humanidade. A guitarra portuguesa, instrumento emblemático e ex-líbris do Fado, tem também destaque no GFLOUP, com uma linhagem de virtuosos guitarristas que procuraram, e procuram, inspiração em nomes imortais como Armandinho, Fontes Rocha, José Nunes, Carlos Gonçalves, ou, mais recentemente, José Manuel Neto, Luís Guerreiro, ou Ricardo Rocha.

O GFLOUP conta com vozes masculinas e femininas e é dotado de uma grande versatilidade, adaptando o seu reportório e as sensações transmitidas por cada canção à ocasião pretendida.

Com a elevação do Fado a Património Imaterial da Humanidade, galardão concedido pela UNESCO, o Grupo de Fado de Lisboa do Orfeão Universitário do Porto assume-se como um embaixador privilegiado da cultura portuguesa e eleva a sua fasquia, ajudando a eternizar, difundir e valorizar aquilo que de bom se faz em Portugal.

    “Silêncio, que se vai cantar o Fado!”

 

Tuna Feminina

A Universidade do Porto foi sempre um local propício à criação e à descoberta. O Orfeão Universitário do Porto, fundado um ano depois da Universidade, veio preencher um importante espaço na formação dos seus estudantes. Aqui, as tradições académicas andam de mãos dadas com as necessidades artísticas dos alunos.

A Tuna Feminina do Orfeão Universitário do Porto surge inovando. As rondas feitas pelos tunos faziam já parte do quotidiano da Cidade Invicta desde há cerca de cem anos. À tradição, um grupo de orfeonistas junta o espírito dos tempos modernos. A Tuna Feminina do OUP nasce em 1988, fruto da necessidade de dar lugar e voz a um grupo musical feminino até então ausente do espetáculo do Orfeão.

A sua estreia no Sarau Cultural da Queima das Fitas do Porto de 1988 deu origem a um novo fenómeno: o das tunas femininas. Contudo, foi no ano de 1989 que toda a sua estrutura instrumental e vocal se consolidou, resultando num reportório identificativo e qualificativo de uma Tuna Feminina e Portuguesa. A sua inclusão no espetáculo do Orfeão Universitário do Porto em 1990 constitui um passo importante no seu percurso académico.

Ao longo da sua existência, a Tuna Feminina do OUP, a mais antiga tuna do país e principal responsável pelo aparecimento das mesmas em Portugal, participou com sucesso em várias atividades académicas no nosso país (continente e ilhas) e no estrangeiro.

REPORTÓRIO

Grupo de Música Popular Brasileira

Insensatez

Satisfeito

Alvorada

No More Blues/Chega de Saudade

Falsa Baiana

Regra 3

Grupo de Fado de Lisboa

Meu Amor Marinheiro

Lágrima

Lisboa Antiga

Valsa chilena

Aconteceu

Rapsódia

Tuna Feminina do OUP

À beira-Mar

Lejos de ti

Lua Nha Testemunha

El Milagro de tus Ojos

Pela Luz dos olhos teus

Serenatas

 

 

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