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Dinamização da Cultura, da Educação e da Sociedade

GRUPO CORAL DA JUSTIÇA

No dia 16 de março, o auditório da Fundação A LORD foi espaço de cultura musical. Para quem pensa que a música é uma arte específica de elites altamente qualificadas, o Grupo Coral da Justiça, composto por juízes, advogados, notários e afins provou que ela pode ser diversificada e um entretenimento (provavelmente também retempero de espírito) para uma área profissional tão exigente como a Justiça.

O espetáculo dividiu-se em três partes, correspondentes a três tipos diferentes de música.

Primeiro exibiu-se o Coral propriamente dito. É um grupo sério, cujo variado repertório vai dos espirituais aos clássicos como, por exemplo, Beethoven ou Saint-Saens.

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Na segunda parte, assistimos à exibição do Grupo Instrumental, composto por um violino, três bandolins, duas guitarras e um contrabaixo. É difícil de dizer quem foram os melhores, porque houve momentos de destaque para cada um dos instrumentos e todos estiveram muito bem. No entanto o violino brindou-nos com belos sons, assim como o contrabaixo, tocado por um artista polaco, que fez um belo contraponto com os seus sons graves. Das obras escolhidas o público reconheceu e trauteou Vivaldi (outono e inverno, duas das famosas Quatro Estações) e a famosíssima Canção de Lara, de Maurice Jarre e que toda a gente recorda do filme Dr. Jivago.

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Em relação a este momento, quero ainda realçar que, no meio e no fim, nos brindaram com alguns poemas, que constituíram uma agradável oferta, especialmente para as mulheres, cujo dia se celebrara há pouco.

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A terceira parte, a cargo do Grupo de Danças e Cantares Populares, foi uma “reinação”. Apresentando trajos típicos de todo o país e fazendo lembrar a Brigada Vítor Jara ou os Terra a Terra, levaram-nos a passear pelo Portugal antigo, não faltando as cantigas ao desafio, em que a cantadeira imitou a voz de cana rachada como era da tradição. Seguiu-se um momento que empolgou o público e que, começando com a Trova do vento que passa, magistral balada de António Portugal e Manuel Alegre, imortalizada na voz de Adriano Correia de Oliveira, continuou com uma “visita” à obra de Zeca Afonso, principalmente à primeira fase da sua carreira, com os fados de Coimbra. Entre vários cantares que marcaram a época do 25 de abril e continuam a destacar-se pela qualidade da música e do texto, realço (permitam-me o gosto pessoal) o Menino do Bairro Negro, pela intensidade da letra mas também pela tragicidade da música.

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Falta falar do maestro. Para além de ser um “homem dos sete instrumentos” (acordeão, cavaquinho, guitarra, etc.), ele cantou, ele contou anedotas de tal maneira que fizeram rir mesmo quem já as conhecia, ele “meteu-se” com o público, ele suou as estopinhas, sempre com uma graça enorme que deixou o público esfusiante.

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Como dizem que não há duas sem três, ficamos à espera do regresso do grupo ao Auditório d’A LORD.

Odete Mendes

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